Sou coruja com alguns dos meus textos e esse é um deles! Meio antigo, mas vou postar novamente porque ando sem criatividade. Larissa à espera de uma inspiração...
Chovia, trovejava.. Ela apalpava a terra molhada.Chorava, rangia os dentes e ia passando a terra por todo o seu rosto e aos poucos ia sentindo aquele gosto de origem da vida, um gosto que a fazia querer correr e que retirava dela toda a sua essência adormecida.Sentia o gosto de cada gota da chuva e era como se uma corrente elétrica percorresse todo o seu corpo.. Um raio..Trazendo vida, esperança! E o gosto de terra era ainda o mesmo. Agora havia terra, chuva e lágrimas. Momentos difíceis ela havia passado e sentindo cada veia implorando por um coração que fraco batia ela sorvia aquele alimento puro, saudável: Sua fonte de vida.Ah, a terra. Rastejando e se livrando de qualquer amarra ela ia rumo à vitória que nem mesmo sabia onde se encontrava, mas ela sabia que não podia andar em vão.A terra impelia seus músculos a se movimentarem. Ninguém poderia detê-la. Mesmo imunda, caída, sofrida, ela seguia firme.Aquela floresta densa não era mais tão estúpida quanto parecia. Havia um sentido pelo qual ela estava ali disposta a continuar. E não queria parar! Por quantas vezes ela não caiu? Por ironia, agora ela só conseguia se movimentar com a ajuda do próprio chão, da terra! Esqueçendo tudo o que viveu ela se atracou a um pedaço de raiz proeminente e fez dali sua força. Arranhou-se tentando subir.Qual o pecado em tentar ver o mundo de cima alguma vez na vida? Do fundo ela passou ao chão, e queria o céu. Não! Mentira! O chão a fez quem ela é! Ela não precisa do céu.. Está bem na lama, comendo terra e sugando uma espécie de energia fantasmagórica de uma velha raiz.O chão a fazia bem e nada mais.Seu corpo já se confundia com a cor do chão e ela era como que uma mera peça de um cenário escuro e sombrio que havia escolhido para ser o palco de sua vida. Não importa como ou com quem. Ela tinha a terra e estava bem.Por mais que tentasse se levantar, seus impulsos a puxavam de novo. Ela estava ali. Criaria raízes talvez. Ficaria louca talvez. Ou quem sabe descobriria um sentido nunca antes experimentado. Sentir-se natureza.Sentir-se livre estando acorrentada à sua fonte de energia vital... Raízes... Terra!
segunda-feira, dezembro 29, 2008
quinta-feira, dezembro 11, 2008
O texto da minha vida poderia ser algo que encantasse a todos e me rendesse apreços e elogios. O texto da minha vida poderia ser algo do tipo, mas desde que ele acrescentasse tão mais a mim quanto acrescentou aos outros. É preciso que eu escreva para me fazer conhecer. E quando eu escrevo e leio aquelas palavras anos depois, eu percebo que minha sintaxe e colocação mudaram, mas nunca as minhas idéias. Não é difícil perceber que tudo está intimamente ligado. Talvez porque a bagunça seja minha, os escritos são meus.
E eu vejo minhas necessidades flutuando entre os anéis dos tempos: talvez elas mudem, mas não perdem a essência. Meu querer varia entre dois pontos e todo o resto advém da reta que os une. Ando pensando que minha vida se resume em cubrir pontilhados...
E eu vejo minhas necessidades flutuando entre os anéis dos tempos: talvez elas mudem, mas não perdem a essência. Meu querer varia entre dois pontos e todo o resto advém da reta que os une. Ando pensando que minha vida se resume em cubrir pontilhados...
Critiquei o tom das paredes e disse que eu preferia um tom pastel. Sabe-se lá porque eu disse o bendito "tom pastel". Aí me envergonhei porque descobri não saber ao certo a cor desse tom. Fiquei imaginando aqueles pastéis fritos da rodoviária. Dois pastéis e um caldo de cana por dois reais. Aquela imagem de coisa gordurosa e pingando óleo veio a minha cabeça e me questionei se um tom oleoso naquela parede ficaria realmente bom. E foi exatamente na busca da definição de tom pastel que eu me perdi. Pra mim, foi difícil assumir que eu começara essa conversa porque queria me sentir superior a eles. Eu queria impressioná-los falando de algo que eu supunha desconhecido e quem acabou caindo num emaranhado de dúvida em relação a paredes gordurosas fui eu. Fiquei muito envergonhada ao constatar essa manifestação de soberba minha. Fiquei tão envergonhada que, em voz baixa, disse que um verde-água ficaria ideal naquelas paredes...
domingo, novembro 30, 2008
Quando tudo parecia perdido e sem esperança, eis que ela surge e me mostra o que é o amor. E mesmo quando tudo ainda é tão difícil, encontro nela o verdadeiro significado da palavra doação. Eu não quero e não posso desanimar. Sinto-me mais forte que tudo.
Sou importante, eu sou amada. Eu sinto isso e nada há de melhor para se sentir. É incrível como nela sempre encontro palavras de conforto e esperança. É surpreendente como ao lado dela tudo parece ser mais fácil... A saudade que eu sinto dela é a melhor e mais gostosa e o reencontro é sempre momento de êxtase.
Estou bem e a 2 dias de completar 3 anos ao lado da pessoa mais amada do mundo! Sim, porque eu amo! E sim: eu amo uma mulher. E mais uma vez, sim: ela me completa, me faz feliz e me faz sentir coisas que nunca ousei pensar que despertariam em mim.
Eu quero agradecer à força que move o mundo pelo nosso encontro. Quero agradecer pela salvação que ela representou em minha vida. Quero dizer que sem ela não vivo... Quero extravazar que estou certa de ter encontrado meu verdadeiro, sincero e único amor!
Te amo, minha vida!
Sou importante, eu sou amada. Eu sinto isso e nada há de melhor para se sentir. É incrível como nela sempre encontro palavras de conforto e esperança. É surpreendente como ao lado dela tudo parece ser mais fácil... A saudade que eu sinto dela é a melhor e mais gostosa e o reencontro é sempre momento de êxtase.
Estou bem e a 2 dias de completar 3 anos ao lado da pessoa mais amada do mundo! Sim, porque eu amo! E sim: eu amo uma mulher. E mais uma vez, sim: ela me completa, me faz feliz e me faz sentir coisas que nunca ousei pensar que despertariam em mim.
Eu quero agradecer à força que move o mundo pelo nosso encontro. Quero agradecer pela salvação que ela representou em minha vida. Quero dizer que sem ela não vivo... Quero extravazar que estou certa de ter encontrado meu verdadeiro, sincero e único amor!
Te amo, minha vida!
sábado, novembro 29, 2008
As sombras vinham com mais força, eram mais intensas, e nunca provocavam medo. Pensei que eu era uma criatura delas. Eu corria, gritava, chorava... Até que o choro virou breves soluços. Mas eu não chorava por causa das sombras. Eu queria ser uma delas quando eu finalmente tivesse tido coragem de deixar tudo o que aprisionava a esse mundo. E eu queria assustar a todos que me fizeram sofrer porque meu desejo de vingança era insano.
Queria a garoa, queria a neblina. Isso podia ser chamado de fuga em um momento em que nem a imagem do meu rosto era bem vista a meus olhos. E eu fico a procura do elo. Onde foi que meus "eus" se perderam. E de onde vem tanta força que só reergue um deles?
Talvez a força do negro, a intangível força da escuridão, que de tão obscura não se deixa revelar...
Queria a garoa, queria a neblina. Isso podia ser chamado de fuga em um momento em que nem a imagem do meu rosto era bem vista a meus olhos. E eu fico a procura do elo. Onde foi que meus "eus" se perderam. E de onde vem tanta força que só reergue um deles?
Talvez a força do negro, a intangível força da escuridão, que de tão obscura não se deixa revelar...
sexta-feira, setembro 19, 2008
Quase uma fuga do homem fraco que fui no momento de ontem. Eu lutei, mas não tinha motivos ou algo mais forte que me impelisse a continuar.. A indignação e insatisfação presentes me faziam gostar de ser fraco.. E até quando eu falaria em códigos? E até quando meu coração, terra inexplorada por mim mesmo, se guardaria da verdade? Permaneci em devaneios absolutos que me levavam a um transe momentâneo. E por algum tempo, eu pensava que o homem forte que habitava em mim se reergueria e colocaria ordem nas idéias difusas, mas ele estava adormecido. Um gigante adormecido que mesmo assim carecia de atenção, e eu não poderia dar.. Eu não poderia explicar a ele que o mundo não era como os nossos diálogos fantasiosos. Nós dois nos entendíamos e eu podia compreender seu sono, tal qual ele compreendia a minha angústia e minha periodicidade. Mas o mundo não era assim, o mundo não entendia.. E eu só tinha ao meu gigante interior para desabafar. E eu desabafava sob o som dos ruídos de quem dorme o sono da incompreensão. Um sono igualmente inquieto. Seu sono era tão atormentado quanto a minha confusão! Mas quando acordado, minhas feições não me traiam e ninguém sabia de nada.. E ele retorcia-se no sono melancólico. Quanto remorso eu sentia por não poder ajudar. Era ele quem deveria amparar-me, porém, NADA!! E o jogo invertia-se porque eu me tornava vulnerável.. Vulnerável ao sentimento de dor daquele gigante que de tanto pertencer a mim, misturava suas emoções de modo que eu constatava que aquele ser não era nada além de mim mesmo..
sexta-feira, agosto 22, 2008
Eu gosto das coisas rápidas. Quase pra ontem o que é pra hoje!
Rapidez, agilidade, pressa. Aliadas à versatilidade porque monotonia nao é comigo.
Sim, a pressa pode ser monótona... Pois vira rotina, fica mecânico!
Rotinas me cansam e eu preciso de uma fuga... E falta espaço para a fuga nos meus dias.
Preciso amar intensamente, preciso de loucuras, preciso de aventuras!
Preciso me doar inteiramente a alguém 25 horas do meu dia! Me sentir amada e amar, protegida e proteger. E não ando encontrando espaços...
Acho que a vida de quem cresce tem seu preço. E na maioria das vezes, não se escolhe entre pagar ou não pagar.
Só ressaltando, odeio blogs do tipo "estou desabafando"! Prefiro os reflexivos.
Mas... O blog é meu!!
Ahhhh claro, com todos os créditos pro além também!
Rapidez, agilidade, pressa. Aliadas à versatilidade porque monotonia nao é comigo.
Sim, a pressa pode ser monótona... Pois vira rotina, fica mecânico!
Rotinas me cansam e eu preciso de uma fuga... E falta espaço para a fuga nos meus dias.
Preciso amar intensamente, preciso de loucuras, preciso de aventuras!
Preciso me doar inteiramente a alguém 25 horas do meu dia! Me sentir amada e amar, protegida e proteger. E não ando encontrando espaços...
Acho que a vida de quem cresce tem seu preço. E na maioria das vezes, não se escolhe entre pagar ou não pagar.
Só ressaltando, odeio blogs do tipo "estou desabafando"! Prefiro os reflexivos.
Mas... O blog é meu!!
Ahhhh claro, com todos os créditos pro além também!
sexta-feira, agosto 15, 2008
Tem dias em que estamos mais melancólicos e assim, um pouco mais predispostos a confissões emocionais..
E bom, acho que um tal receio advindo sabe-se lá de onde me poda..
Talvez uma indisposição pra escrever..
Então o além não ouvirá nenhuma declaração mais emocionada hoje, mas ouvirá um suspiro de alguém que está morrendo de saudades.
Amo muito.. Difícil dizer, explicar.. E quem precisa entender?
Basta sentir..
E bom, acho que um tal receio advindo sabe-se lá de onde me poda..
Talvez uma indisposição pra escrever..
Então o além não ouvirá nenhuma declaração mais emocionada hoje, mas ouvirá um suspiro de alguém que está morrendo de saudades.
Amo muito.. Difícil dizer, explicar.. E quem precisa entender?
Basta sentir..
quarta-feira, agosto 06, 2008
Ela se encontrava tão vulnerável nos meus braços que mal pude acreditar que tanto amor tal alguém havia despertado em mim. A minha rispidez encontrou barreiras na fragilidade daquela mulher que, mesmo agonizante, era capaz de me embebedar com seu encanto beirando o sobrenatural...
Eu me perdi em pensamentos, divaguei, levitei. E quando o peso daquele corpo quase inerte e de respiração fraca pareceu me incomodar pensei que havia ali uma dívida de gratidão. Havia a história de um amor que não me deixara sucumbir e havia também uma espécie de ligação que não me deixava fugir, ainda que minhas pernas quisessem.
Mudei-a de posição de modo a melhor acomodá-la e pensei porque a mim cabia tal fardo quando em tempos de vida plena eu nunca havia sido prioridade para ela. E cheguei enfim à situação crítica de confronto entre o dever e o orgulho.
Na iminência de abandonar tudo e voltar às minhas obrigações, mexi-me bruscamente e notei no semblante dela uma expressão de dor profunda, o que me provocou arrepios. E de repente, ela se acalmou e eu me senti mais leve... Então, olhei fixamente cada linha do seu rosto. Meu olhar era inquisidor e buscava explicações. Ela me pareceu incrivelmente bela, ainda que não fosse essa a realidade. Fechei meus olhos e ao reabri-los pude ver uma áurea de brilho numa confusão mental que me abocanhava. Vi que cada linha de seu rosto me dizia uma coisa diferente. Algumas me pediam perdão pela indiferença de anos. Outras diziam que eu era o grande amor esquecido, esperado e ansiado. Ainda em outras eu conseguia ver o quanto ela me queria e me desejava... E eu decidi esperar. Um pouco e mais um pouco, como sempre havia sido. E lentamente,como eu queria fazer desde que a conheci, levantei minha mão e num primeiro gesto de carinho, afaguei-lhe os cabelos... Senti-lhe pulsante e um sopro de vida sacudiu seu corpo. Irônico pensar que era tarde pois eu já me utilizara do seu amor como fonte vital e meu ato de gratidão ia perdendo importância à medida em que a vida vinha lhe corar a face. Eu a preferia completamente dependente de mim.
Enfim, acho que sempre preferi a sua distância...
Eu me perdi em pensamentos, divaguei, levitei. E quando o peso daquele corpo quase inerte e de respiração fraca pareceu me incomodar pensei que havia ali uma dívida de gratidão. Havia a história de um amor que não me deixara sucumbir e havia também uma espécie de ligação que não me deixava fugir, ainda que minhas pernas quisessem.
Mudei-a de posição de modo a melhor acomodá-la e pensei porque a mim cabia tal fardo quando em tempos de vida plena eu nunca havia sido prioridade para ela. E cheguei enfim à situação crítica de confronto entre o dever e o orgulho.
Na iminência de abandonar tudo e voltar às minhas obrigações, mexi-me bruscamente e notei no semblante dela uma expressão de dor profunda, o que me provocou arrepios. E de repente, ela se acalmou e eu me senti mais leve... Então, olhei fixamente cada linha do seu rosto. Meu olhar era inquisidor e buscava explicações. Ela me pareceu incrivelmente bela, ainda que não fosse essa a realidade. Fechei meus olhos e ao reabri-los pude ver uma áurea de brilho numa confusão mental que me abocanhava. Vi que cada linha de seu rosto me dizia uma coisa diferente. Algumas me pediam perdão pela indiferença de anos. Outras diziam que eu era o grande amor esquecido, esperado e ansiado. Ainda em outras eu conseguia ver o quanto ela me queria e me desejava... E eu decidi esperar. Um pouco e mais um pouco, como sempre havia sido. E lentamente,como eu queria fazer desde que a conheci, levantei minha mão e num primeiro gesto de carinho, afaguei-lhe os cabelos... Senti-lhe pulsante e um sopro de vida sacudiu seu corpo. Irônico pensar que era tarde pois eu já me utilizara do seu amor como fonte vital e meu ato de gratidão ia perdendo importância à medida em que a vida vinha lhe corar a face. Eu a preferia completamente dependente de mim.
Enfim, acho que sempre preferi a sua distância...
quarta-feira, maio 21, 2008
La Solitudine - Tradução
Marco foi embora e não volta mais
E o trem das 7:30 sem ele
É um coração de metal sem alma
No frio da manhã cinza da cidade
Na escola o banco está vazio, Marco está dentro de mim
É doce a sua respiração entre os meus pensamentos
Distâncias enormes parecem nos separar
Mas o coração bate forte aqui dentro
Quem sabe se você pensará em mim
Se com seus parentes não fala mais
Se você se esconde como eu
Foge dos olhares e fica lá
Deitado na cama sem querer comer
Apertando forte contra você o travesseiro
Chora e não sabe quanto mal lhe fará
A solidão
Marco, no meu diário tem uma fotografia
Você tem olhos de menino, um pouco tímido
Aperto-a forte contra o coração
E sinto você aqui
Entre meus exercícios de inglês e matemática
Seu pai e seus conselhos, que coisa chata!
Ele com seu trabalho te levou embora
Com certeza a sua opinião ele não pediu jamais
Apenas disse 'um dia você vai me entender'
Quem sabe se você pensará em mim
Se com os amigos falará
Pra não sofrer mais por mim
Mas não é fácil, você sabe
A escola eu não aguento mais
E aquelas tardes sem você
Estudar é inútil e todas as idéias são tomadas por você
Não é possível dividir a vida de nós dois
Te peço, me espera meu amor, mas iludir você, não sei!
A solidão entre nós, este vazio dentro de mim
E a inquietude de viver a vida sem você
Te peço, me espera porque
Não posso ficar sem você
Não é possível dividir a história de nós dois
A solidão entre nós, este vazio dentro de mim
E a inquietude de viver a vida sem você
Te peço, me espera porque
Não posso ficar sem você
Não é possível dividir a história de nós dois
A solidão
Para quem nada entende de italiano, a tradução está boa. Só sei que serviu aos meus propósitos.
Marco foi embora e não volta mais
E o trem das 7:30 sem ele
É um coração de metal sem alma
No frio da manhã cinza da cidade
Na escola o banco está vazio, Marco está dentro de mim
É doce a sua respiração entre os meus pensamentos
Distâncias enormes parecem nos separar
Mas o coração bate forte aqui dentro
Quem sabe se você pensará em mim
Se com seus parentes não fala mais
Se você se esconde como eu
Foge dos olhares e fica lá
Deitado na cama sem querer comer
Apertando forte contra você o travesseiro
Chora e não sabe quanto mal lhe fará
A solidão
Marco, no meu diário tem uma fotografia
Você tem olhos de menino, um pouco tímido
Aperto-a forte contra o coração
E sinto você aqui
Entre meus exercícios de inglês e matemática
Seu pai e seus conselhos, que coisa chata!
Ele com seu trabalho te levou embora
Com certeza a sua opinião ele não pediu jamais
Apenas disse 'um dia você vai me entender'
Quem sabe se você pensará em mim
Se com os amigos falará
Pra não sofrer mais por mim
Mas não é fácil, você sabe
A escola eu não aguento mais
E aquelas tardes sem você
Estudar é inútil e todas as idéias são tomadas por você
Não é possível dividir a vida de nós dois
Te peço, me espera meu amor, mas iludir você, não sei!
A solidão entre nós, este vazio dentro de mim
E a inquietude de viver a vida sem você
Te peço, me espera porque
Não posso ficar sem você
Não é possível dividir a história de nós dois
A solidão entre nós, este vazio dentro de mim
E a inquietude de viver a vida sem você
Te peço, me espera porque
Não posso ficar sem você
Não é possível dividir a história de nós dois
A solidão
Para quem nada entende de italiano, a tradução está boa. Só sei que serviu aos meus propósitos.
sábado, abril 05, 2008
Um P.S. (não convencional, eu sei!) no início do texto (o blog é meu!).Só mesmo porque adorei a imagem acima. Tanta gente pensa que é realmente assim, né?
Enfim, acho que não é não, hein? ;o)
Conversando com um amigo meu, eu dizia que o grande mal do mundo é que as pessoas ainda estão muito ligadas ao mal físico. Só se é temido e remediado o mal que é visível no corpo.
Por que ser assim quando o mal psicológico afeta tanto ou mais que o físico? Claro, afinal se a cabeça não vei bem, todo o corpo paga o preço.
É por isso que penso que as pessoas não vão mudar seus conceitos, idéias e opiniões até que se mude a forma de encarar o que é verdadeiramente ruim à nossa espécie: A ignorância quanto ao "sentir" alheio.
É lamentável pois dessa maneira o mundo perde em questões de tolerância e solidariedade. Tantos males seriam evitados se a compreensão fosse o marco das relações entre as pessoas...
Além de compreensão, a preocupação com com o seu semelhante é fundamental.
Se há hematomas, há preocupação. Se não existem feridas (externas) há o descaso.
A agonia, a depressão, a melancolia, a insatisfação com a vida, bem como outros, também matam! E matam de maneira mais lenta e dolorida. Matam por dentro, ainda que, temporariamente, o corpo permaneça de pé.
Todos nós sabemos o que é aquela angústia da qual não se consegue falar, não se pode explicar e ninguém entende. Muito bem, nós o sabemos. Mas sabemos porque esse é um hábito que nos acompanha desde sempre. Não é interesse comum o sofrimento interior do outro. E nem nos foi ensinada a faculdade de expressar esses sentimentos aparentemente inexpressáveis, que dirá a faculdade de entendê-los.
De todo o coração, creio faltar uma maior solidariedade ao sentimento dos outros, mas inicialmente, devemos desenvolver a capacidade de expressarmos os nossos.
Por que ser assim quando o mal psicológico afeta tanto ou mais que o físico? Claro, afinal se a cabeça não vei bem, todo o corpo paga o preço.
É por isso que penso que as pessoas não vão mudar seus conceitos, idéias e opiniões até que se mude a forma de encarar o que é verdadeiramente ruim à nossa espécie: A ignorância quanto ao "sentir" alheio.
É lamentável pois dessa maneira o mundo perde em questões de tolerância e solidariedade. Tantos males seriam evitados se a compreensão fosse o marco das relações entre as pessoas...
Além de compreensão, a preocupação com com o seu semelhante é fundamental.
Se há hematomas, há preocupação. Se não existem feridas (externas) há o descaso.
A agonia, a depressão, a melancolia, a insatisfação com a vida, bem como outros, também matam! E matam de maneira mais lenta e dolorida. Matam por dentro, ainda que, temporariamente, o corpo permaneça de pé.
Todos nós sabemos o que é aquela angústia da qual não se consegue falar, não se pode explicar e ninguém entende. Muito bem, nós o sabemos. Mas sabemos porque esse é um hábito que nos acompanha desde sempre. Não é interesse comum o sofrimento interior do outro. E nem nos foi ensinada a faculdade de expressar esses sentimentos aparentemente inexpressáveis, que dirá a faculdade de entendê-los.
De todo o coração, creio faltar uma maior solidariedade ao sentimento dos outros, mas inicialmente, devemos desenvolver a capacidade de expressarmos os nossos.
domingo, março 09, 2008
sábado, fevereiro 23, 2008
Parece drama de adolescente, parece uma tristeza, parece melancolia, parecem dias que não findam... E na verdade, não é nada do que parece. É só o mal de uma geração.
Definitivamente, é o mal de uma geração. Que passa, e mais: Que sempre passa.
É aquela capacidade de se importar tanto consigo mesmo e ao mesmo tempo se sentir dividido por se importar tanto com o outro. É uma estranha vontade de mudar o mundo permanecendo deitado em sua cama. É uma necessidade imensa de radicalizar e desarrumar sua vida deixando tudo da maneira como está. Desarrumar como quem arruma. Saindo dos padrões e só assim sendo livre.
E aquela inquietação acerca da verdade absoluta vai até perdendo importância... Minhas verdades andam me preocupando mais.
Fica uma música do rol das prediletas para quem tiver paciência.
(A propósito, vale a pena ler!)
Teatro Dos Vampiros - Legião Urbana
Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
A primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos
Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como à dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar
Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como à dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém.
Definitivamente, é o mal de uma geração. Que passa, e mais: Que sempre passa.
É aquela capacidade de se importar tanto consigo mesmo e ao mesmo tempo se sentir dividido por se importar tanto com o outro. É uma estranha vontade de mudar o mundo permanecendo deitado em sua cama. É uma necessidade imensa de radicalizar e desarrumar sua vida deixando tudo da maneira como está. Desarrumar como quem arruma. Saindo dos padrões e só assim sendo livre.
E aquela inquietação acerca da verdade absoluta vai até perdendo importância... Minhas verdades andam me preocupando mais.
Fica uma música do rol das prediletas para quem tiver paciência.
(A propósito, vale a pena ler!)
Teatro Dos Vampiros - Legião Urbana
Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
A primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos
Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como à dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar
Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como à dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Preguiça de atualizar com algo relevante, mas cansada de ver o mesmo post por tanto tempo.
Ah sim, posso dizer que se eu discorrer sobre algo, certamente tal assunto será relevante.
Se não para todos, ao menos para alguém.
E é tudo naturalmente assim.
Penso que a vida baseia-se em considerar a relevância das coisas.
Sei lá também.. Do que eu sei?
"Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto.."
-Catchup, por exemplo.
Ah sim, posso dizer que se eu discorrer sobre algo, certamente tal assunto será relevante.
Se não para todos, ao menos para alguém.
E é tudo naturalmente assim.
Penso que a vida baseia-se em considerar a relevância das coisas.
Sei lá também.. Do que eu sei?
"Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto.."
-Catchup, por exemplo.
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