sexta-feira, setembro 19, 2008

Quase uma fuga do homem fraco que fui no momento de ontem. Eu lutei, mas não tinha motivos ou algo mais forte que me impelisse a continuar.. A indignação e insatisfação presentes me faziam gostar de ser fraco.. E até quando eu falaria em códigos? E até quando meu coração, terra inexplorada por mim mesmo, se guardaria da verdade? Permaneci em devaneios absolutos que me levavam a um transe momentâneo. E por algum tempo, eu pensava que o homem forte que habitava em mim se reergueria e colocaria ordem nas idéias difusas, mas ele estava adormecido. Um gigante adormecido que mesmo assim carecia de atenção, e eu não poderia dar.. Eu não poderia explicar a ele que o mundo não era como os nossos diálogos fantasiosos. Nós dois nos entendíamos e eu podia compreender seu sono, tal qual ele compreendia a minha angústia e minha periodicidade. Mas o mundo não era assim, o mundo não entendia.. E eu só tinha ao meu gigante interior para desabafar. E eu desabafava sob o som dos ruídos de quem dorme o sono da incompreensão. Um sono igualmente inquieto. Seu sono era tão atormentado quanto a minha confusão! Mas quando acordado, minhas feições não me traiam e ninguém sabia de nada.. E ele retorcia-se no sono melancólico. Quanto remorso eu sentia por não poder ajudar. Era ele quem deveria amparar-me, porém, NADA!! E o jogo invertia-se porque eu me tornava vulnerável.. Vulnerável ao sentimento de dor daquele gigante que de tanto pertencer a mim, misturava suas emoções de modo que eu constatava que aquele ser não era nada além de mim mesmo..

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