As sombras vinham com mais força, eram mais intensas, e nunca provocavam medo. Pensei que eu era uma criatura delas. Eu corria, gritava, chorava... Até que o choro virou breves soluços. Mas eu não chorava por causa das sombras. Eu queria ser uma delas quando eu finalmente tivesse tido coragem de deixar tudo o que aprisionava a esse mundo. E eu queria assustar a todos que me fizeram sofrer porque meu desejo de vingança era insano.
Queria a garoa, queria a neblina. Isso podia ser chamado de fuga em um momento em que nem a imagem do meu rosto era bem vista a meus olhos. E eu fico a procura do elo. Onde foi que meus "eus" se perderam. E de onde vem tanta força que só reergue um deles?
Talvez a força do negro, a intangível força da escuridão, que de tão obscura não se deixa revelar...
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