sexta-feira, outubro 27, 2006

Mais que na hora de explicitar, de gritar, de falar em alto e bom som que amo e sou amada! Amo profundamente. Creio ser profundamente amada! Um amor diferente, um amor sem limites. Algo jamais visto, nunca antes descrito.
Pressupõe-se que coragem não é condição necessária para amar. E no meu caso, tal condição não é estritamente necessária, mas é suficiente para que eu me permita amar.
Meu momento presente é feito de convicções fortes. Idéias que já se podem dizer intrínsecas a mim mesma.

*Adoro isso: Permita-se!

Eu me permito todos os dias vivenciar meu conto de fadas! E me questiono se algum dia alguém vai se impor o bastante para se permitir por mim.
Pergunto-me até quando minha coragem vai deixar que eu siga no caminho que escolhi. Indago sobre tudo. E não precisaria de tanto.
Vou viver o hoje. Porque depois eu não sei.
Meio aflitiva a sensação de um amanhã imprevisível.

Te amo, meu amor! Mais que tudo! Disse isso ontem. Digo hoje. E quero dizer amanhã. E depois de amanhã. E num futuro distante. E depois e depois e depois...

Te amar me faz bem. Ter você é uma sensação inigualável. Nunca antes experimentada.
Amo amar você.

segunda-feira, outubro 23, 2006

É tudo estranho e eu não sei dizer. Posso fazer tudo o que quero, mas devo pensar no que convém. Tenho vários medos na vida. Um deles é me arrepender de algo que por acaso eu não fiz, deveria ter feito, e depois, tal acontecimento venha a me torturar. Ódio profundo eu tenho disso.
Muito injusta a relatividade do tempo. Incrível como na maioria das vezes ela só serve para me causar transtornos. Tenho muitas coisas a fazer, mas não quero. Sinto que preciso descansar, mas essa idéia também não me agrada. Ultimamente, muito me alegra pensar em deitar e conseguir dormir por uma semana. Daí acordar com metade das coisas que julgo problemas, resolvidas!
Muitas coisas não andam cooperando para o meu bem-estar. E não estou nem aí para o fato de eu não ser direta e explícita. Os meus conflitos pertencem só a mim. Não cabe a ninguém julgá-los ou querer entendê-los. Se eu me encaixo na normalidade gritante e detestável, entenda a mim por você mesmo.

E já perdi a paciência.
Aliás, quando eu tive paciência?
Quando eu soube exercer minha caridade, virtude que mais aprecio no mundo?
Aprecio e acho louvável... Nos outros! É meio impossível que eu me torne alguém caridosa, sensata, ponderada, forte, líder de mim mesma e das minhas sensações.
Não me cobrem isso então, por favor...

quarta-feira, outubro 18, 2006

Coisas estranhas para pessoas estranhas. Estranhas a mim, ao meu eu!
Ninguém sabe o que se passa aqui dentro. Clichê, mas as vezes nem eu mesma sei.
Complicada a minha incessante busca pela verdade. É que é tão abstrato esse conceito.
Aliás, depende... Para mim, a melhor definição de "verdade" dita até hoje foi a de Aristóteles: Dizer o que é do que é, é verdade. Dizer o que não é do que não é, é verdade!
Fantasticamente simples, o problema é definir o que é e o que não é.

Tenho comigo certezas fortes e assumo: Preferia não tê-las certas vezes. Tudo é tão difícil.. Tão complicado de se entender, de se viver. E penso que se fosse fácil não teria graça. Incrivelmente, quando a minha vida teve seu momento mais "fácil", eu estava a mais deprimida de todas. Clichê também. Tudo é clichê, Tudo são idéias prontas porque pensar causa incômodo. Trangredir é certeza de condenação. Então fico nas meras frases feitas, nos meros devaneios compartilhados por milhões de mortais que se julgam os mais complexos e mais carentes de explicações acerca de fatos corriqueiros que nos travam a memória.

Falta de preocupação me faz falta...

E excesso de preocupação e tensão me estressam e não me deixam fazer as coisas como deveriam ser feitas. O que escolher então? O que é que é? O que é que não é?

Abstração em um mundo de informações.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Não, não sei porque estou escrevendo..
Não sei porque insisto. E me perdoem os erros, me perdoem a falta de coerência, me perdoem as fraquezas, me perdoem a intolerância, me perdoem o preconceito, me perdoem as palavras ásperas. Não me esqueço de que sou um mundo! E até que ponto meu mundo é real?

"Não me pegue no braço, não gosto que me peguem no braço.."
"Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã... Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã, E assim será possível; mas hoje não... Não, hoje nada; hoje não..."

E viva Fernando Pessoa! Sinto uma aflição latente na alma dele, é o que me transmitem seus versos: Aflição contida.
Porque preciso de pessoas que traduzam o que sinto. Preciso de palavras de outros. As minhas são confusas. Admito.
Querendo ser diferente, sou absorvida pela cruel normalidade que afeta a todos. Vontade de gritar, vontade de correr.. De sumir, talvez.

Um aperto assim, sem sentido, um incômodo no coração, uma leve agonia.. E eu não sei dizer. Não sei nem querer o que quer que seja.

sábado, outubro 07, 2006

Segunda vez que faço um blog..

Não que isso importe, mas eu quis falar.
Muita coisa que se diz não importa realmente.
Não importa mas é alvo da minha atenção e preocupação.
É alvo, não digno.
Quem dera eu me ater somente a comentários e críticas pertinentes.
Mas somos tomados por influências, por sentimentos cultivados há anos e que de alguma maneira tem poder sobre os comportamentos.
Amo minha liberdade. Amo o uso que faço dela e não permito a ninguém que critique minhas opções. Não permito! Significa algo essa minha "não permissão"? Acho que não. Continuam a me censurar.
Mas não estou ligando nem um pouco. A vida é minha, faço dela o que julgo correto.
Não é verdade. Caso esse fosse um assunto que não me importunasse, não mereceria minhas breves linhas aqui.

E o que realmente importa é que vivamos e sejamos capazes de amar, nas adversidades e a todos principalmente.