sábado, dezembro 15, 2007
Sabe o que é essa vontade louca de sair correndo e gritando que te amo? Sabe por que tenho vontade de colocar uma faixa embaixo de seu prédio te pedindo pra casar comigo? Sabe por que você é meu primeiro e último pensamento do dia? Sabe por que às vezes me esqueço de mim por pensar tanto em você? Sabe por que estou aqui na frente do computador escrevendo coisas que com certeza você já sabe?
Porque você é tudo de mais essencial na minha vida! E não adianta que me digam o contrário, eu vou sempre repetir todos os dias que você é minha vida porque como dizia o poeta: "Só é duradouro o que se renova todos os dias" e pro nosso amor, não quero nada além da eternidade.
Minha pequena, eu te amo!
sábado, dezembro 08, 2007
E não sei porque eu lembrei de uma tarde em um ônibus em que senti o peso do mundo em minhas costas. Era uma senhora pedindo, implorando por alguns centavos. Situação corriqueira, mas que mexeu comigo. Até mais do que devia. Pensei que todos éramos responsáveis pela miséria daquela senhora que àquela idade precisava se humilhar daquela maneira. Sem saber ao certo o porquê, fui tomada de um sentimento muito ruim. Dó. E me senti pior ainda por sentir dó. Qual o ser humano é digno de pena? Eu poderia estar no lugar dela e a última coisa que desejaria, era que sentissem pena de mim. Mas como me reportar ao lugar dela com os pensamentos que tenho hoje? Com todo o conhecimento que me foi proporcionado desde que nasci? É impossível querer pensar como aquela senhora ou querer imaginar o modo como ela vê a vida. Triste e desolador saber que não posso participar intimamente da agonia de um semelhante meu. Posso ver suas necessidades, mas nunca seu interior. Suas necessidades psicológicas, culturais e, por que não, religiosas. Esquisito isso.
E nesse dia à noite, senti uma dor no corpo. Será que eu carregava a minha culpa pela miséria da humanidade nas costas? Ou era um fardo compensatório por eu levar uma vida aparentemente boa em detrimento à dor alheia?
E quando renasci por dentro, percebi que era feliz. Não porque eu tivesse me tornado alguém egoísta ou indiferente. Eu simplesmente prestei atenção em mim. Esqueci até do episódio do ônibus naquele dia à tarde..
quinta-feira, novembro 08, 2007
Sim, eu tenho um filho!
E sim, eu tenho vergonha do meu filho..
O menino não entende a diferença entre aquela mãe que faz carinho à noite e leva um copo de leite quente na cama e que, no dia seguinte, lhe nega a mão para atravessar a rua! Somente por vegonha! Tenho vergonha de um cara como você que passa por mim e olha com desprezo só porque pagou para ter meu corpo na noite anterior. Olha como quem deseja cuspir na minha cara, como se eu fosse um mero objeto para satisfazer os seus desejos. Como se eu não sofresse da pior das misérias humanas: Eu me vendo para poder viver!
Mas você não me paga para poder viver. Você me paga para esquecer da sua fraqueza e covardia com a tua mulher. Porque não consegue ser doce, dar amor. Enxerga na masculinidade que deseja demonstrar, uma rispidez que não é inerente a sexo algum. A ignorância dos seus atos não te faz homem, mas um ser desprezível. E ainda teima em se achar superior. Já se deu conta de que a sua mulher só deseja que você seja honesto, carinhoso e, verdadeiramente, um homem de verdade? E assim, ela seria a melhor mulher do mundo para você. Cederia aos seus carinhos sem hesitar e te faria um homem que, além de uma relação sexual, tem amor. Isso eu não te dou. Nunca vou te dar! Meu ser é demasiado ferido e já está acostumado às mazelas de todos os dias. Dura demais para amar e séria demais para fingir amar.
E você insiste em me ofender à rua. Não pode me ver passar que me olha com uma obscenidade que nada mais é que a manifestação do seu caráter imundo. Mas não olhe para o meu filho. Ele é puro. Deus tirou o que havia de melhor em mim e colocou nessa criaturinha. Por favor, não o olhe dessa maneira. Não agrida a inocência do meu garoto.
Logo você... Que nunca vai dar-lhe a mão para atravessar a rua..
sábado, outubro 20, 2007
Chorava, rangia os dentes e ia passando a terra por todo o seu rosto e aos poucos ia sentindo aquele gosto de origem da vida, um gosto que a fazia querer correr e que retirava dela toda a sua essência adormecida.
Sentia o gosto de cada gota da chuva e era como se uma corrente elétrica percorresse todo o seu corpo.. Um raio..
Trazendo vida, esperança! E o gosto de terra era ainda o mesmo. Agora havia terra, chuva e lágrimas. Momentos difíceis ela havia passado e sentindo cada veia implorando por um coração que fraco batia ela sorvia aquele alimento puro, saudável: Sua fonte de vida.
Ah, a terra. Rastejando e se livrando de qualquer amarra ela ia rumo à vitória que nem mesmo sabia onde se encontrava, mas ela sabia que não podia andar em vão.
A terra impelia seus músculos a se movimentarem. Ninguém poderia detê-la. Mesmo imunda, caída, sofrida, ela seguia firme.
Aquela floresta densa não era mais tão estúpida quanto parecia. Havia um sentido pelo qual ela estava ali disposta a continuar. E não queria parar! Por quantas vezes ela não caiu? Por ironia, agora ela só conseguia se movimentar com a ajuda do próprio chão, da terra! Esqueçendo tudo o que viveu ela se atracou a um pedaço de raiz proeminente e fez dali sua força. Arranhou-se tentando subir.
Qual o pecado em tentar ver o mundo de cima alguma vez na vida? Do fundo ela passou ao chão, e queria o céu. Não! Mentira! O chão a fez quem ela é! Ela não precisa do céu.. Está bem na lama, comendo terra e sugando uma espécie de energia fantasmagórica de uma velha raiz.
O chão a fazia bem e nada mais.
Seu corpo já se confundia com a cor do chão e ela era como que uma mera peça de um cenário escuro e sombrio que havia escolhido para ser o palco de sua vida. Não importa como ou com quem. Ela tinha a terra e estava bem.
Por mais que tentasse se levantar, seus impulsos a puxavam de novo. Ela estava ali. Criaria raízes talvez. Ficaria louca talvez. Ou quem sabe descobriria um sentido nunca antes experimentado. Sentir-se natureza.
Sentir-se livre estando acorrentada à sua fonte de energia vital... Raízes... Terra!
domingo, outubro 14, 2007
Eu só posso dizer que depois de tudo o que passou me sinto mais firme. Engraçado que eu me preocupava com a insegurança dela quando a pior insegurança era a que eu estava sentindo.
Não é fácil brigar com os outros, mas pior ainda é a luta que se trava quando seu coração briga com a cabeça, que por sua vez não consegue nem mesmo mandar nos seus atos e reflexos.
Mas tudo passou. Rápido, eu diria. Hoje estou feliz, realizada e mais contente.
Verdadeiramente satisfeita e com um certo controle que me permite não apenas ver meu tempo se arrastar, e sim acreditar que sou dona dele.
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Uma musiquinha...
É meio batida, eu sei.
Mas nenhuma letra define melhor o meu momento!
Linda
Só você me fascina,
Te desejo, muito além do prazer,
Vista, meu futuro em teu corpo
e me ama, como eu amo você
Vem fazer diferente
O que mais ninguém faz
Faz parte de mim
Me inventa outra vez
Vem conquistar meu mundo
Dividir o que é seu
Mil beijos de amor
Em muitos lençóis
Só eu e você
Linda
Conte a mim teus segredos
Pro meu sonho
Diga quem é você
Livre
Nunca mais tenha medo
Pois quem ama, tudo pode vencer
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Esse blog está virando uma espécie de diário.
Estou sentindo isso.
domingo, outubro 07, 2007
Fato é que mudei algumas coisinhas pois a estética impecável me faz bem.
Escrever sem compromisso também me tira um peso enorme e traz certa tranqüilidade.
Nada faço, portanto, a não ser escrever a esmos. Sem ler nem reler e me recusando a mudar alguma idéia enraizada aqui dentro. Tenho que aceitar que o fato de voltar atrás não significa regredir. Pode ser o início de um progresso sem limites. Essa é a imperfeição que me faz quem sou, os detalhes negativos que melhor me descrevem.
Feliz um ano de blog ao meu blog!
Eu tinha esquecido que a nostalgia é um sentimento ruim.
Mas são tantos sentimentos ruins que eu até pensaria em ficar com a nostalgia em boa parte das passagens da minha vida.
Seria mesmo a nostalgia ruim?
A mim, que odeio sentir saudades, ela tortura e lembra épocas boas que JAMAIS voltarão.
A verdade é que não há muitos aspectos da minha vida que, atualmente, não estão sendo torturados e exigidos em demasia. Ando mesmo precisando de ajuda. Não sei qual espécie de ajuda eu quero. Nem mesmo sei o que são essas oscilações que tanto me fazem mal. Como posso mudar de humor 37465 vezes ao dia?
Aqui vos escreve, ou escreve ao vento, ou escreve às almas, ou escreve pura e simplesmente para ela mesma, uma pessoa levemente atordoada e confusa como em poucos momentos de sua vida.
É como se fosse um aperto no peito...
quinta-feira, setembro 20, 2007
Ainda hoje eu pensava no quanto o meu amadurecimento pras coisas do amor demorou a chegar. E quando chegou, chegou da maneira menos previsível possível. Chegou com alguém que eu nunca imaginei ser possível que eu me relacionasse. Alguém tão diferente de mim. Alguém cujas particularidades diferiam em muito das minhas. Mas esse alguém despertou em mim uma paixão inigualável. Foi um amor sem precedentes, sem prévio aviso, sem permissão..
Foi um amor que mantém a mesma vitalidade há quase dois anos. Um amor que transforma, modifica, faz querer viver, faz querer se doar, faz querer se sentir amada cada vez mais.
Certa vez ouvi algo que me intrigou e me deixa perplexa até hoje. Ouvi dizer que meu amor não é válido ou não deveria existir porque esse amor não gera vida. Curioso pois o que mais tenho experimentado com esse amor é a sensação de vida plena. E tenho a forte impressão de que a pessoa por mim amada também descobriu em nosso convívio uma forma de vida até então nunca experimentada. E tal forma de vida faz bem, traz alegria, paz interior, felicidade.
Não faz muito tempo que passei a ter planos concretos e passíveis de realização para o meu futuro. É dispensável enfatizar que esse amor tão duramente criticado é o responsável por ampliar meus horizontes e me dar um norte mais palpável.
Sinto como que injetada em mim uma injeção diária de ânimo e perspectivas quando penso no quanto tenho que lutar para estar com quem amo. E sinto essa dose muito maior quando estou em seus braços e todo o medo e vontade de desistir vão embora.
Meu amor, temo às vezes ser repetitiva ou muito boba apaixonada, mas refletir sobre a gente; passado, presente e futuro, é o que mais faço dos meus dias e dizer pra você do tamanho do meu amor e da importância da nossa união é essencial pra mim.
Quero enfatizar, escrever em muros, publicar em revistas, estampar na TV que você é meu mundo, meu tudo e minha vida.
Só quero que você saiba que independente do que nos aconteça no futuro, você foi e é alguém de extrema importância e relevância em minha vida.
Obrigada por me ensinar a amar. E por revisar esse ensinamento comigo dia após dia.
quarta-feira, agosto 29, 2007
Anywhere (Qualquer lugar) - Evanescense
Querido amor, você não queria estar comigo?
E, querido amor, você não desejava ser livre?
Eu não posso continuar fingindo que nem te conheço
e que em uma noite doce você é só meu.
Pegue minha mão.
Nós estamos partindo daqui esta noite.
Não há motivo para contar para os outros,
eles apenas nos atrasariam
Então, pela luz do dia,
nós estaremos à meio caminho para qualquer lugar,
onde o amor é mais que apenas o seu nome.
Eu sonhei com um lugar para você e eu.
Ninguém sabe quem somos lá.
Tudo o que eu quero é dar minha vida apenas a você.
Eu sonhei por muito tempo, não posso mais sonhar.
Vamos fugir, eu te levarei lá.
Esqueça essa vida,
venha comigo.
Não olhe para trás, você está a salvo agora.
Destranque seu coração,
abaixe a guarda.
Não há mais ninguém para te parar.
terça-feira, agosto 28, 2007
Mas de tudo que ainda verei em vida, duvido que eu veja o amor de maneira mais perfeita. Eu estou vivendo um momento de êxtase extremo que não sei até quando vão permitir durar. Quero aproveitar cada segundo dessa fase em que me encontro tão bem comigo mesma e melhor ainda com quem amo. Isso aqui está parecendo um desabafo pessoal. Pode ser.. E se for não há preocupação, nem medos.. Aqui posso me assumir, posso dizer que amo, posso dizer que não há nada de errado comigo: traumas, medos, problemas inconscientes.. Não sofro de nada disso porque tantos problemas não poderiam me levar à mais completa doação por um amor em que acredito tanto! Tudo é questão de tempo. Será? Quanto tempo mais?
Eu só não queria perder minha tranquilidade, só não queria que me tirassem isso..
Não sei nem a quem pedir, talvez a Deus. Essa tranquilidade.. Essa paz..
segunda-feira, agosto 20, 2007
Êfemera, confusa, tranquila, doce, agitada, longa, distante, idealizada, sonhada.
Viver pode ser gratificante quando a disposição de viver supera as dificuldades de prosseguir vivendo. A beleza da vida está escondida. Mas muito bem escondida. E penso que tão escondida a ponto de a vermos por segundos..
Logo ela some..
Sobra a nostalgia do tempo bom em que soubemos aproveitar a beleza passageira.
Essa nostalgia pode ser confundida com a felicidade de quem, por um extase de dois segundos, julga ter justificado toda a sua existência na terra..
Então, digo da felicidade com se ela fosse um lampejo. E em seguida sente-se a tranquilidade decorrente do ápice da sensação tão almejada, que era se sentir feliz. É agradável discorrer sobre a vida, porque ninguém pode tirar a sua razão. Não podem pelo mero fato de que em questões subjetivas a razão perde espaço e vira elemento secundário, que só serve para satisfazer a coerência. Não ousariam nunca questionar minha percepção da vida pois não viveram por mim. Quantas vezes sonhei, divaguei.. Não me questionaram. Fato. Talvez porque eu não pude expressar o que pensei. E acho mesmo incrível que tantas idéias circulem livremente dentro de alguém e não consigam sair dali por ter uma barreira enorme chamada 'percepções diferentes da vida' que poda, que destrói.. Anula a criatividade, cerca a alegria. Uma barreira ideológica que se faz mais forte que mil muros de aço.
E seguimos num emaranhado complexo de satisfações subjugadas a quem a sua pessoa é subjugada. Afinal, essa é uma lei da vida. Aquela parte da vida que é sua e mesmo assim você não consegue controlar.
quarta-feira, maio 09, 2007
Tome! Você é isto! As coisas são assim! É assim que tem que ser pois minhas experiências me falam isso. E eu não quero ter a impressão de estar enganada.
Doeria saber que sempre estive errada.
Uma vida pautada em situações e conceitos construídos com calma, e até revolvidos de maneira brusca em alguma ocasião, mas tudo errado, equivocado. A busca contínua pela verdade que logo no princípio desviou-se e nunca mais há de se achar o elo. O antigo onde tudo começou. Eu saberei como voltar, caso precise. Saberei mais uma vez, não como muitas vezes, mas talvez como a primeira...
domingo, abril 08, 2007
Infindáveis dias
Saudade que dói
De um passado ausente
Dos dias sem fim
E tudo sem fim
O novo é sem fim
Um dia
E o passado revive
Um futuro imóvel
Num presente sem fim
Dá-me um cigarro
E o dia sem fim
Numa latência contínua
Que não pára
E não quer parar
Não se para o processo
Eu quero verdades
Quero vontades
Verdades nos dias
Permeados de vontades
E nada tem fim
Daqui a mil anos
E continua sem fim
Mil sonhos perdidos
Em mil segundos cantados
Num dia sem fim
E é o fim do fim.
quinta-feira, março 08, 2007
Pensando no tipo de reflexão que eu poderia fazer nesse dia tão especial não me vem outro aspecto tão peculiar à natureza feminina que o amor por outra mulher.
Desde que nascemos somos obrigados a lidar com as diferenças. É aquela velha máxima: Ninguém é igual a ninguém. Mas as mulheres que amam outras mulheres são diferentes apenas por contrariar verdades que a vivência se encarregou de ditar como regras. Seria uma fidelidade à procriação em detrimento ao amor verdadeiro? Eu nunca vou saber.
No mais, as mulheres que amam outras mulheres amam o igual. São iguais. E o amor pela outra nasce tão puro e verdadeiro porque tem raízes no amor próprio. A mulher que se ama é perfeitamente capaz de amar sua semelhante. Por que são iguais. E quem teima em dizer que elas são diferentes? Que são aberrações? Não! Elas são iguais! E amam alguém igual a elas. E a doação é tão bonita. A compreensão é algo inerente à relação. Elas não são diferentes apenas por não se encaixarem no que é dito ‘normal’. São tão iguais aos que querem se completar no sexo oposto sem saber que devemos nos bastar a nós mesmos. E que não se completa água com óleo, pois são diferentes. Água se completa com água.
Seria injusto de minha parte duvidar do amor entre um homem e uma mulher. Tanto seria que não ouso questionar. Acredito até que uma postura adequada é não duvidar de sentimento algum, de quem quer que seja, pois o amor está além de qualquer dúvida. Além de sexos, além do ‘normal’. São almas que se encontram além dos corpos que se tocam. Por isso, nenhum amor é impossível.
Finalizo felicitando as mulheres que têm coragem e que assumem qualquer forma de amor, que assumem o amor igual. E nunca o amor diferente.
Parabéns às mulheres que amam outras mulheres.
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Feliz
vem pra misturar juizo e carnaval
vem trair a solidão
vem pra separar o lado bom do mal
e acalmar meu coração
vem pra me tirar o escuro e a sensação
de que o inferno é por aqui
vem pra se arrumar na minha confusão
vem querendo ser feliz
(Maria Rita)
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Usava um rímel transparente que realçava seus cílios ruivos e tornava seu olhar extremamente sedutor. Seu olhar amendoado era acentuado por uma sombra cremosa que era aplicada na extremidade do olho, num efeito meio esfumaçado. O lápis era usado com perfeição, numa linha contínua que transmitia mistério e causava impacto ao contrastar com o, muito claro, olho verde-água. Era dela o olho direito mais bonito da cidade. Como alguém poderia ter desenvolvido ao longo do tempo técnicas tão precisas e tornar-se a mais admirada e a mais bela? Ela tinha o olho direito mais bonito do mundo. Do seu mundo.
E ninguém questionava.
Não eram poucas as mulheres que tentavam imitá-la. E ora usavam uma sombra vulgar, ora um rímel pastoso demais. E ninguém atingia a perfeição que era dela. A exuberância do olhar fatal: Dela também.
O olho esquerdo? Esse não! Jamais! Não era nem citado porque não era importante. Sua única função era dividir o fardo de enxergar para que o direito não fosse tão sobrecarregado, diziam as mulheres. No mais, ele não merecia ser pintado, pois 'ela' não o pintava.
O olho esquerdo não deve ostentar luxo, era o lema instituído pela mulher de olhar fatal e que era seguido por todo o mundo. Como punição por existir, cobriam-o com um pano preto e saiam ao sol, logo depois arrancavam o pano violentamente e deixavam a mais forte claridade castigá-lo. Aberto. Sempre. Ele não era o olho direito.
E a mulher... Ah, a mulher, aquela que era poderosa, rica, linda, gentil, interessante, inteligente, perspicaz, e tinha o olho direito lindo. E de tão privilegiada por ter um olho direito fabuloso, seu olho esquerdo não sofria com as punições que lhe eram propostas. Resistia sempre muito bravamente.
E ela fez moda, fez fama, arrebanhou mulheres.
Gostava de mulheres. Mas só as que se permitiam ser como ela. E todas se permitiam tentar ser como a mulher cujo olhar parecia penetrar a alma alheia e dela retirar todos os segredos.
Em pouco tempo fez-se uma multidão. Multidão de mulheres belas e olhos direitos pintados. E se achavam o máximo!
Não viam que seus olhares não eram completos e que era tão sofrido o olho esquerdo. Aparentava ser mais velho, mais cansado e não conseguia disfarçar um olhar pedindo piedade.
Mas não o olho esquerdo da mulher. A mais bonita e mais admirada. A única expressão que ele passava era de frieza. Uma certa solidez. E ninguém sabia porque, já que ele sofria das mesmas mazelas em prol do incentivo às outras.
Ninguém sabia o porquê. Ninguém sabia nada. Só a mulher sabia.
Sabia e tinha um ódio incontido misturado a um desejo de vingança.
Apenas por ter nascido cega do olho esquerdo...
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Em cada gesto seu quando mostra que me ama
Em cada esforço que faz para que tudo fique bem
Em cada olhar apaixonado que não disfarço quando te vejo
Em cada abraço seu que me faz sentir forte e segura
Em cada promessa de amor eterno que ouço de você
Em cada promessa de amor eterno que faço a você
Em cada dia que acordei "de madrugada" pra te ver
Em cada carinha de bebê com sono que abria a porta para mim
Em cada demonstração de preocupação comigo
Eu te amo porque só assim sou feliz
Quero construir minha vida ao seu lado. Estar com você para todo o sempre. Acordar contigo, beijar seu rosto, fazer planos, ver filme no seu colo, fazer cócegas, dormir sem desgrudar, te pedir perdão e tentar recomeçar todas as vezes que for preciso, compreender você, te amar e ser somente sua. E por fim, sentir-me lisongeada ao extremo por saber que a companhia mais agradável, linda e perfeita é a que enfeita os meus dias e me faz mais feliz do que o infinito elevado ao cubo.
Como explicar que você tomou conta do meu coração de forma que ele só obedece a ti? Onde irei buscar palavras pra te falar do tamanho do meu amor?
Palavras até são fáceis de achar.
Quero te mostrar em atitudes, todos os dias, que és a pessoa mais amada desse mundo!
Quero mostrar que sou digna de ser a sua escolhida e que você pode contar comigo sempre!
Sabe quando você sente uma felicidade tão grande que parece tomar todo o seu peito e você pensa que vai explodir de tão contente? Eu fico assim cada vez que penso no quanto você significa pra mim e quando vejo que as suas atitudes são repletas de amor... Isso me encanta tanto!
E me fascina a certeza de que amor maior não há. Felicidade maior não tem. E coração mais completo? Impossível de se achar!
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Aquela em que ninguém manda, você apenas sente. E não se acha incorreto, não se diz vulgar, não se julga pecador. Porque você só consegue ser você mesmo quando defende aquilo do qual seu coração está cheio. Eu gostaria de dissertar aqui sobre qual a importância do medo nisso tudo. Por que ele ainda é fator preponderante? Mas eu não sei.
Eu busco respostas dia após dia e não as encontro. O que me falta quando já tenho total domínio da minha vontade? Quando entreguei meu coração e sei que ele nunca esteve em mãos melhores? O que me falta? Essa inquietação vem pura e simplesmente da falta de paciência.
Não quero ter paciência, eu amo e tenho pressa! Desejo ser feliz e tenho pressa! Quero uma revolução no pensamento humano.
Aliás, quero, antes de mais nada, revolucionar o meu...
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Tão cômodo dizer que se almeja a tranquilidade. Você procura a sua tranquilidade, mas se nega a privar-se de certos comentários tendo em vista o bem-estar alheio. Curiosas essas situações. Digo curiosas para não dizer extremamente individualistas.
Qual a sua recompensa em denegrir a imagem de alguém (ainda que sua informação seja inegavelmente verídica)?
A sua recompensa está na cara de espanto que o seu interlocutor faz quando te olha quase dizendo: "Não acredito que fulano fez aquilo!" E você se sente orgulhoso por ser portador de alguma notícia que choca. Sem avaliar futuros impactos, ou o rastro de pólvora que ela gera.
Essa foi somente uma breve reflexão que me ocorreu por conta daquela frasezinha famosa "não faça ao outro aquilo que não gostaria que fizessem a você.. blá.. blá.. blá.."
São aspectos corriqueiros que já viraram chamados comuns na boca do povão, e frequentemente não são levados a sério quando a situação realmente pede.
Pode reparar e não se enxergará mais como exceção.
Você é exatamente igual e faz a mesma coisa!
Nem sei porque me atentei a isso. E essa situação me agoniou de certa forma. Mas esse é o tipo de assunto que te preocupa por meros 5 minutos, ou então enquanto você demora escrevendo a sua postagem.
E amanhã ou depois recai-se nos mesmos erros.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Incrível como todo mal vai embora e só ficam as coisas boas. Nada mais correto e justo. Afinal, tenho certeza da minha missão: Ser feliz! Existem muitos equívocos nessa busca, mas nenhum que não possa ser tomado por aprendizagem.
Poderia optar por uma existência mais pacata e tranqüila. Ser uma alguém exemplar, servir de exemplo, ser o exemplo, moldar exemplos. E não ser meu próprio exemplo. Não ser a mulher que vive dentro de mim. E eu prefiro ser o espelho de minha alma a ser modelo para alguém.
Geralmente, ideais bem pautados quase sempre levam a idéias restritas ao papel. Das quais o destino não é outro senão a observância e a admiração por um punhado de palavras lógicas e bonitas. Porém, não aplicáveis.
Atitudes inesperadas e atos sem previsões tendem a surtir mais efeito. Não é preciso racionalizar tanto as coisas. Não é admissível que fatos alheios ao bem estar próprio surtam efeitos tão negativos. Não admissível, mas sim possível. A raça humana ainda não atingiu um patamar de egoísmo que nos levasse ao completo desprendimento dos sentimentos de nossos semelhantes.
E deixando de escrever como quem redige uma bula de remédios, deixo uma prova de que o ser humano ainda é capaz de amar. De que o egoísmo latente e prestes a explodir não tomará conta de todo coração. Enquanto houver vida, haverá amor.
Meu amor, casa comigo?
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Nem quero escrever porque me falta inspiração. Penso em não mais escrever pois tudo o que escrevo coloca-me como alguém evasiva e superficial. Não tenho o dom de me expor. E como eu queria colocar tanta coisa pra fora. Não tenho o dom. Mas também não acho necessário. Ou talvez seja e eu não sei.
Eu preenchendo um blog vazio. Somente isso.