segunda-feira, setembro 27, 2010

Assim, assim.

Libido
Sem meias palavras
Só sentir
Vontade
Voar
Voando
Voei
Caí
Desejo
Chegando
Chegou
Saí
Torpor
Se foi.

sexta-feira, setembro 17, 2010

Mundo mágico e cia.

Solte-me.
Ainda que eu não o queira soltar, largue-me.
Para longe de mim, desejos infundados
Criações venenosas de uma mente sem pudor
Saiam, ânsias pelo poder.
Buscando o novo
Desconhecido
O novo desconhecido.
Que suma o querer
Todo tipo de vontade
Sim, todo tipo
Não me disponho a limitar as que restaram
Não quero mais querer.
Não suporto mais renegar os meus desejos. E em prol do que?
Uma gota de sanidade que me acompanha
Não quero a gota
Quero litros
Quero a ausência do sentir.
O torpor da mente
A ilusão dos sonhos
A euforia de um encontro
Não quero ser o seu alívio
Quero ser a sua realidade
Não quero me esconder nas sombras
Quero ser vista e notada
Não quero nada abaixo do que o mais alto patamar
A compreensão? Não... Só a minha me basta
Quero a minha
Solte-me e devolva-a
Por favor.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Ego.

A sede do desconhecido desnudava a alma. Bem como a vontade de parecer mais do que realmente era. Não que fosse vontade, mas necessidade. Sim, pois é necessário elevar-se para sentir-se viva. Uma agonia daquelas de não caber onde se está. O anseio pela cultivada liberdade sem poder tocá-la. Vontade de toque, mãos, cheiro, sexo. Vontade de um puta orgasmo intelectual. Fusão das coisas, dos sentidos. É mesmo assim, não precisa explicar. Usaria conceitos vazios pra explicar o que as palavras não contém? Não existe limite porque ele deriva dos sonhos. Os seus que não são os meus. Existe a vontade e o desejo, são esses os verdadeiros deuses. Tampouco a lógica, criação desvirtuada de seus propósitos, terá espaço quando dos espasmos. Sede de dominação: Ativa ou passiva. Desde que passivamente consentida. Incalculável uma dominação passiva, diriam. Não. E não há quem pense que domina? Fantasias, sonhos, miragens. E o sentido é meu, de quem mais seria?

quarta-feira, agosto 11, 2010

Há diferentes formas de sentir dor. E certas coisas doem, ainda que a sensação não se pareça com a dor. E dói ser tão profunda às vezes. Incomoda o fato de ser tão profunda a ponto de ninguém conseguir ver o que você relamente sente. Você tem uma ânsia de colocar tudo pra fora e fala, fala, fala, fala... E é sempre ouvido, mas poucas vezes compreendido, ou interrogado. Mas para você, a sua profundidade é superficial... Está mais do que óbvia, incipiente, saindo pelos poros. Mas e aí? Ninguém vê... Ninguém capta a sua peculiar sensibilidade. Chega a parecer choque cultural, tamanha a diferença de interpretações. E você pensa no porquê das pessoas terem nascido com essa necessidade insuprimível de serem ouvidas ou compreendidas. Como conceber, depois de tantos anos, que cada indivíduo é único e que você está fadado a viver sozinho pra sempre? A solidão coletiva é inerente à condição humana e você só se dá conta disso quando a percebe como vertente principal dos seus dias. Dessa forma, tanto faz estar em em um monastério, como estar no centro de São Paulo: você estará sempre sozinho na sua profundidade impenetrável. E nessa hora, você vai desejar mais que tudo ter nascido como um belo pé de uma planta qualquer.

segunda-feira, abril 26, 2010

Aquelas mudanças

Olhei tudo ao redor e vi que precisava de mudanças. Fato é que eu havia acabado de trocar os sofás de posição: O de três lugares foi para o canto do de dois lugares. O de dois lugares eu coloquei no lugar da estante. A velha estante deu lugar a um aparador moderno. Estava linda a minha sala. Mas há 2 minutos atrás porque agora, exatamente agora, eu constatei que precisava de alguma mudança. Continuei observando e, por fim, decidi somente cortar um fio solto da cortina. E fiquei feliz por isso. Passei ao meu quarto, mas ainda pensava na sala. O quarto estava em aparente ordem, mas sem exercer em mim o fascínio da minha nova sala. E tudo o que eu fazia ali, cada volta, cada olhar, cada respirar, me remetia a um outro ambiente. Se eu pudesse mudar as coisas completamente, viveria em uma ampla sala, arejada, bonita de se ver e confortável. Mas eu não podia. Volta e meia, eu tinha que me desprender dela. E o que é mudar a sala? É diferente de mudar para a sala? É só uma preposição.. Como na vida o são: Só pequenas coisas. Como a vida o é: Uma efemeridade total. Olhando para o sofá de capa nova, penso que o que é efêmero pede mudanças. Por que eu nunca consegui a perfeita combinação entre o efêmero e o monótono? Estou pensativa agora.. Estou olhando para o tapete marrom e pensando em como ficaria ali um verde musgo. Roendo lentamente uma unha, eu me sinto verdadeiramente perdida ante a sala impecável. Eu preferia que ela não estivesse assim. Eu queria ao menos ter o prazer de arrumá-la. Estou pedindo muito?

sábado, março 06, 2010

É mesmo assim.. Pra que se ter paz ou harmonia quando podemos conviver com a discórdia? Por que, às vezes, parece que os sentimentos ruins têm muito mais força que os bons? Aparentemente, dominam qualquer esforço de busca por conciliação. E eu sei que dói! Dói muito.. Não há nada pior do que tentarem arrancar as raízes da planta da esperança do seu coração. Há mais de 4 anos, eu achava que tudo que era bom e cultivado com muito amor e carinho, duraria para sempre. Inclusive uma relação. Mas agora, percebo que existem mais coisas... Percebo cada dia mais que devo erguer outra bandeira. O meu ideal estava errado. Na verdade, o que estou começando a acreditar é que "o pra sempre, sempre acaba..."