sábado, dezembro 15, 2007

Eu queria só escrever.. Porque não é novidade pra você que eu gosto da expressão escrita. Talvez, a pessoa que eu quero que leia isso aqui, não vai ler tão cedo. Mas ao mesmo tempo, penso que isso aqui é só um desabafo pra mim mesma, que me sentindo exasperada de amor e saudade, tenho necessidade de colocar isso pra fora de alguma maneira.. Sabe, não é novidade alguma eu amar você! Não é novidade eu dizer que preciso de você pra ser feliz.. A novidade se encontra no fato de que isso se renova mais e mais a cada dia. E eu te amo como nunca! Como nunca amei alguém e como nunca pensei que fosse possível amar. Eu tenho o maior orgulho de dizer: "Sou dela!" E tenho certa tristeza também em não poder explicitar isso da maneira mais conveniente.. Mas nem estou ligando pra isso. Quem tem que saber, sabe!

Sabe o que é essa vontade louca de sair correndo e gritando que te amo? Sabe por que tenho vontade de colocar uma faixa embaixo de seu prédio te pedindo pra casar comigo? Sabe por que você é meu primeiro e último pensamento do dia? Sabe por que às vezes me esqueço de mim por pensar tanto em você? Sabe por que estou aqui na frente do computador escrevendo coisas que com certeza você já sabe?

Porque você é tudo de mais essencial na minha vida! E não adianta que me digam o contrário, eu vou sempre repetir todos os dias que você é minha vida porque como dizia o poeta: "Só é duradouro o que se renova todos os dias" e pro nosso amor, não quero nada além da eternidade.

Minha pequena, eu te amo!

sábado, dezembro 08, 2007

Um vento batia levemente e eu sentia meus cabelos desalinhados brincando pelo meu rosto. Percebi que sorria nesse instante. Eu lembrava de tanta coisa! Mas 'tanta coisa' parece ser muita coisa agora. Porque na verdade, eu só pensava no quanto era feliz. Acreditei que bastava pouco para eu me sentir completa e senti pela primeira vez que a satisfação que eu buscava experimentar dia após dia tinha início em mim. Compreendi o âmago da coisa, o brilhantismo da situação. Eu queria ser suficiente aos meus próprios propósitos! E, de fato, eu era! Foi como renascer tendo vinte e poucos anos. Renascer por dentro..

E não sei porque eu lembrei de uma tarde em um ônibus em que senti o peso do mundo em minhas costas. Era uma senhora pedindo, implorando por alguns centavos. Situação corriqueira, mas que mexeu comigo. Até mais do que devia. Pensei que todos éramos responsáveis pela miséria daquela senhora que àquela idade precisava se humilhar daquela maneira. Sem saber ao certo o porquê, fui tomada de um sentimento muito ruim. Dó. E me senti pior ainda por sentir dó. Qual o ser humano é digno de pena? Eu poderia estar no lugar dela e a última coisa que desejaria, era que sentissem pena de mim. Mas como me reportar ao lugar dela com os pensamentos que tenho hoje? Com todo o conhecimento que me foi proporcionado desde que nasci? É impossível querer pensar como aquela senhora ou querer imaginar o modo como ela vê a vida. Triste e desolador saber que não posso participar intimamente da agonia de um semelhante meu. Posso ver suas necessidades, mas nunca seu interior. Suas necessidades psicológicas, culturais e, por que não, religiosas. Esquisito isso.

E nesse dia à noite, senti uma dor no corpo. Será que eu carregava a minha culpa pela miséria da humanidade nas costas? Ou era um fardo compensatório por eu levar uma vida aparentemente boa em detrimento à dor alheia?

E quando renasci por dentro, percebi que era feliz. Não porque eu tivesse me tornado alguém egoísta ou indiferente. Eu simplesmente prestei atenção em mim. Esqueci até do episódio do ônibus naquele dia à tarde..