sábado, janeiro 15, 2011
Escrevo porque? Nem eu sei... Deve ser uma tentativa alucinada de esvaziar o que por dentro me corrói. Ainda que eu saiba que não cura, ameniza. Como eu queria me libertar desses fantasmas, dessas lembranças, desses vícios, desse inconformismo. Vou ficando mais velha e vejo que a minha percepção da vida só piora. Será o preço da maturidade? Mas qual maturidade? A compreensão da incapacidade infinita que temos? Ah, não sei... Como eu queria voltar atrás. Fazer tanta coisa diferente, me livrar dessa agonia, desse peso. Ser outra pessoa que não eu. Será que fico mais adolescente ao ficar mais velha? Quanto drama barato! Quantas palavras vulgares! E não consigo ser diferente... É uma tristeza... Uma vontade de sair pelo mundo até encontrar alguém igual a mim. E que teve coragem de tentar ser diferente. Mas meus medos são impublicáveis. Meus arrependimentos, indizíveis.
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