Há tanta coisa a ser dita. E faltam coragem, disposição... Sobram dúvidas, medos, receios... Sensações demasiadamente humanas que bloqueiam a mais verdadeira expressão humana: A que vem de dentro do coração.
Aquela em que ninguém manda, você apenas sente. E não se acha incorreto, não se diz vulgar, não se julga pecador. Porque você só consegue ser você mesmo quando defende aquilo do qual seu coração está cheio. Eu gostaria de dissertar aqui sobre qual a importância do medo nisso tudo. Por que ele ainda é fator preponderante? Mas eu não sei.
Eu busco respostas dia após dia e não as encontro. O que me falta quando já tenho total domínio da minha vontade? Quando entreguei meu coração e sei que ele nunca esteve em mãos melhores? O que me falta? Essa inquietação vem pura e simplesmente da falta de paciência.
Não quero ter paciência, eu amo e tenho pressa! Desejo ser feliz e tenho pressa! Quero uma revolução no pensamento humano.
Aliás, quero, antes de mais nada, revolucionar o meu...
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4 comentários:
muito bomm!! muiito muuuuito bom mesmo!
Olha, você escreve do jeito que a Elis canta: DE VERDADE
bão demais moça, incrivelmente bom!
ôo menina genial é vc! q consegue esmiuçar uma consciência de uma forma q só pode ser chamada de POESIA.
E a consciência q vc esmiuça é tua (eu acho) mas o genial mesmo é q vc consegue transcrever isso de uma forma q seja válido pra todas as pessoas.
Se não de todas, pelo menos das pessoas q pensam e refletem. Nada vai agradar a todo e esse nem é o sentido de nada neh.. mas é genial quando uma coisa sincera consegue ser tão clara e poética ao mesmo tempo..
Eu tb acho q a poesia é muito mais do q um texto escrito em versos. A poesia tá nas coisas mesmo neh, pra quem consegue ver a vida é toda um grande livro! (será?) as vezes eu amanheço na poesia, dai vou almoçar dentro de uma crônica do veríssimo, então tenho uma tarde meio ficção e uma noite dramático-poética.. seila
acho q poucas pessoas entenderiam isso q eu escrevi acima, mas posso apostar q vc é uma dessas!
Então.. você disse que não consegue ver a clareza das tuas exposições. Eu acho que pra que você entenda que clareza é essa basta você ler a Clarice Lispector que em alguns textos lembra muito as tuas viagens. E outra coisa, pense nisso: esse teu mundo interior vasto e amplo e essa agonia de não conseguir expressar isso 'nem a metade do que queria' como vc disse, eu penso que essa agonia é pelo menos uns 90% do teu combustível criativo entende. E não só do teu mais do meu e também de quase todos os realmente bons que eu considero. Será? acho que sim
Agora mudando de assunto, pulando praquela parte dos vários estilos dentro da vida, tudo que vc falou tem sentido sim, mas vc entendeu de outro jeito o que eu queria dizer: na real eu tava falando sobre uma sensação que eu sinto (e já pesquisei sei que várias pessoas sentem) de que a nossa vida é muito parecida com um filme ou um livro, na real mais se parece entao com uma grande coleção de livros ou algum seriado sem fim da tv, então, continuando minha pesquisa: vc tem essa viagem também ou nem!?
T+
esse aqui nao é exemplo de nada não até pq ela nem usa aquele combustivel puramente, usa ele aditivado nesse texto porque ela vai além do autoquestionamento né. de qqr jeito, ela explica brasilia ae dum jeito q eu só posso concordar!
BRASÍLIA
"Brasília é construída na linha do horizonte. Brasília é artificial. Tão artificial como devia ter sido o mundo quando foi criado. Quando o mundo foi criado, foi preciso criar um homem especialmente para aquele mundo. Nós somos todos deformados pela adaptação à liberdade de Deus. Não sabemos como seríamos se tivéssemos sido criados em primeiro lugar e depois o mundo deformado às nossas necessidades. Brasília ainda não tem o homem de Brasília. Se eu dissesse que Brasília é bonita veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas se digo que Brasília é a imagem de minha insônia vêem nisso uma acusação. Mas a minha insônia não é bonita nem feia, minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto. É o ponto e vírgula. Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil: eles ergueram o espanto inexplicado. A criação não é uma compreensão, é um novo mistério."
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LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
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