sábado, abril 05, 2008

Um P.S. (não convencional, eu sei!) no início do texto (o blog é meu!).
Só mesmo porque adorei a imagem acima. Tanta gente pensa que é realmente assim, né?
Enfim, acho que não é não, hein? ;o)


Conversando com um amigo meu, eu dizia que o grande mal do mundo é que as pessoas ainda estão muito ligadas ao mal físico. Só se é temido e remediado o mal que é visível no corpo.
Por que ser assim quando o mal psicológico afeta tanto ou mais que o físico? Claro, afinal se a cabeça não vei bem, todo o corpo paga o preço.

É por isso que penso que as pessoas não vão mudar seus conceitos, idéias e opiniões até que se mude a forma de encarar o que é verdadeiramente ruim à nossa espécie: A ignorância quanto ao "sentir" alheio.

É lamentável pois dessa maneira o mundo perde em questões de tolerância e solidariedade. Tantos males seriam evitados se a compreensão fosse o marco das relações entre as pessoas...
Além de compreensão, a preocupação com com o seu semelhante é fundamental.
Se há hematomas, há preocupação. Se não existem feridas (externas) há o descaso.

A agonia, a depressão, a melancolia, a insatisfação com a vida, bem como outros, também matam! E matam de maneira mais lenta e dolorida. Matam por dentro, ainda que, temporariamente, o corpo permaneça de pé.

Todos nós sabemos o que é aquela angústia da qual não se consegue falar, não se pode explicar e ninguém entende. Muito bem, nós o sabemos. Mas sabemos porque esse é um hábito que nos acompanha desde sempre. Não é interesse comum o sofrimento interior do outro. E nem nos foi ensinada a faculdade de expressar esses sentimentos aparentemente inexpressáveis, que dirá a faculdade de entendê-los.

De todo o coração, creio faltar uma maior solidariedade ao sentimento dos outros, mas inicialmente, devemos desenvolver a capacidade de expressarmos os nossos.

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